Com falso discurso de corte, Temer incha a máquina e cria 2 mil cargos de indicação política

O presidente Michel Temer (PMDB), no começo de seu governo, anunciou o corte de 4 mil cargos comissionados, os conhecidos cargos de indicação política sem concurso na administração pública. Apesar da eficácia duvidosa do corte (eram cargos que estavam desocupados desde a gestão Dilma Rousseff), o governo bateu bumbo pela firula medida.

Um levantamento da ONG Contas Abertas, mostra que o governo Temer, durante a votação das duas denúncias, criou cerca de 2 mil cargos de indicação política.

O Brasil provavelmente é a democracia que mais conta com cargos de indicação política no mundo. Somando a administração direta e indireta, são mais de 300 mil cargos, sendo que 20 mil cargos de “Assessoramento Superior (DAS)” estão ocupados. Os governos federais da França, Inglaterra e Alemanha contam com menos de 1 mil cada. Já os EUA contam com cerca de 4 mil cargos.

Clique na imagem abaixo e assista uma reportagem do Bom Dia Brasil, da TV Globo, que trata sobre a criação de cargos no governo Temer:

Há ainda outras medidas dignas de registro do governo perdulário e corrupto de Michel Temer, trechos de um outro texto de nosso site:

“O presidente Michel Temer tem culpa indissociável desse rombo, que resultará em aumento de impostos, já que as equipes econômica e política são incompetentes para cortar gastos.

O aumento que o presidente Temer concedeu ao Judiciário, que tem plenas condições de readequar as próprias despesas, custará R$ 59 bilhões até 2019.

O aumento de 40% que o presidente Temer concedeu aos Defensores Públicos da União gerará, só em 2017, um impacto de R$ 3,8 bilhões. O salário da categoria  passa para R$ 27,9 mil em janeiro de 2017, R$ 29,2 mil em janeiro de 2018, e para R$ 30,5 mil em janeiro de 2019.

O aumento de 12% que o presidente Temer concedeu ao MPU gerará um impacto de R$ 295 milhões só neste ano.

Isso sem contar o reajustes sancionados pelo presidente Temer aos servidores da Câmara e do Senado.

Não são aumentos que beneficiam funcionários públicos que ganham 2 ou 3 salários mínimos, são aumentos destinados para a elite do funcionalismo articulada em uma miríade de sindicatos que o presidente não tem coragem de enfrentar.

Relembre outras bombas de gastos, em um texto do Instituto Liberal de São Paulo:

“Em junho de 2016, foi publicada a MP que beneficiou analistas, gestores e especialistas do Poder Executivo; servidores da Previdência, Saúde e Trabalho; das agências reguladoras; das carreiras jurídicas; do Banco Central, além de outra dezena de carreiras. O impacto desse aumento para os cofres públicos soma R$ 53 bilhões, somente até 2018, beneficiando 1,1 milhão de servidores civis.

Já a MP 765, aprovada neste mês – um dia antes de perder a validade – concedeu aumentos para 70 mil servidores, de oito categorias. Foram beneficiadas as carreiras de alto nível do Poder Executivo Federal: auditoria-fiscal da Receita Federal; auditoria-fiscal do Trabalho; perito médico previdenciário; carreira de infraestrutura; diplomata; oficial de chancelaria; assistente de chancelaria; e policial civil dos ex-territórios. Esse pacote de bondades vai custar R$ 11,2 bilhões no bolso de todos os brasileiros até 2019 e beneficiará 70 mil funcionários estatais, ou 0,04% da população brasileira.

A lista de “bondades” feitas pelo governo aos funcionários federais com o dinheiro dos pagadores de impostos incluiu o pagamento de bônus de eficiência para Auditores Fiscais da Receita Federal, no valor mensal de R$ 3 mil, inclusive para aposentados e pensionistas da carreira. A carreira passou a ter salário básico inicial de R$ 19.211,01 podendo chegar a R$ 24.943,07. Em 2019, o vencimento básico mais baixo da carreira será de R$ 21.029,09 e o mais alto R$ 27.303,62. Os valores são os mesmos para ativos e aposentados. A carreira ainda recebe auxílio pré-escola e auxílio alimentação.”

Para saber mais sobre os cargos comissionados, leia outros textos de nosso site:

Mais de 130 mil apadrinhados sem concurso, os 28 ministérios consomem R$ 214 bilhões só em salários

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