CLEIDE CARVALHO, de O Globo, também investe em desinformação para ajudar a defesa de Lula

A jornalista CLEIDE CARVALHO do jornal O Globo publicou hoje um artigo de opinião que se finge de notícia para, assim como já fizera a jornalista da Folha, espalhar a mentira de que Lula pode ser condenado apenas por “presunções”.  Leiam o post FLAGRA: Vejam como a FOLHA manipulou o processo de Lula em reportagem contra sua condenação

Em um texto vergonhoso, a jornalista ignora as mais de 100 páginas de provas contra Lula e não informa que Lula é réu por três crimes diferentes neste mesmo processo, sendo apenas o de lavagem aquele que se diz mais difícil de evidenciar em provas. Eis a reportagem:

LULA

O julgamento deve ser o mais polêmico da Lava-Jato, por envolver o ex-presidente e um conjunto de provas indiciárias. Nas alegações finais apresentadas a Moro, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem externado que a prova por indícios é apta a lastrear a condenação, mesmo quando baseada em presunções. Para os procuradores, a dificuldade de produzir provas de que o apartamento pertence à família de Lula é fruto da profissionalização dos crimes de lavagem de dinheiro. “O ponto aqui é que disso tudo flui que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova. Isso não é apenas um ‘fruto do acaso’, mas sim da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus”, escreveram.

O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que está preso, disse em depoimento a Moro que desde 2009, quando a empreiteira assumiu a obra da cooperativa dos bancários, foi informado que a unidade estava reservada para o presidente Lula e não deveria ser vendida a terceiros. Ele não apresentou provas, apenas registros de encontros constantes no Instituto Lula.

Também não é verdade que Léo Pinheiro não apresentou provas. Os depoimentos de Léo Pinheiro foram corroborados por fotos e pelo depoimento do zelador do Solaris.

Repetimos abaixo os argumentos já mostrados contra a mentira propagada pela Folha:

Mesmo no ponto em que os procuradores tratam das provas indiciárias eles lembram que elas são acessórias para as provas de fato. Mais ainda, o ponto específico que a jornalista da Folha recortou vem em meio a uma série de citações a reforçar a tese de que, para alguns crimes, os indícios ajudam a compor as provas – na peça do MPF eles citam, além de Rosa Weber, manifestação de Ricardo Lewandowski.

Para ficar mais clara a má vontade da jornalista, vejam a estrutura do documento completo do MPF e entendam como a questão das provas indiciais são apenas uma parte, não o núcleo muito menos o elemento mais forte do pedido de condenação (Aqui pode ser baixado e lido o arquivo com as alegações finais do MPF):

1. Relatório

2. DAS PRELIMINARES
2.1. Da alegada inépcia da denúncia
2.2. Do pedido de sobrestamento por questão judicial homogênea
2.3. Da alegada ofensa ao princípio do promotor natural
2.4. Do alegado cerceamento de defesa
2.5. Da alegada nulidade do depoimento prestado por ROBERTO
MOREIRA ao Ministério Público Federal
2.6. Da contradição das testemunhas colaboradoras

3. DO MÉRITO 
3.1. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
3.1.1. Crimes complexos e prova indiciária
3.1.2. Modernas técnicas de análise de evidências
3.1.3. Standard de prova
3.1.4. Autoria no contexto da nova criminalidade

3.2. CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA
3.2.1. Pressupostos teóricos
3.2.1.1. Distinção entre as condutas de corrupção e o delito de
concussão
3.2.1.2. Pressupostos teóricos fixados pelo STF quanto aos crimes
de corrupção – questão dos atos de ofício
3.2.2. Corrupção ativa e passiva no caso concreto: provas de materialidade
e autoria

3.3. LAVAGEM DE ATIVOS
3.3.1. Pressupostos teóricos
3.3.1.1. Da tipologia dos crimes de lavagem denunciados
3.3.1.2. Do crime de lavagem em relação ao crime de corrupção
passiva
3.3.1.3 Do dolo no crime de lavagem de dinheiro – admissão do
dolo eventual
3.3.1.4. Dos crimes antecedentes
3.3.2. Dos suficientes indícios quanto aos crimes antecedentes
3.3.3.1. Da lavagem de dinheiro por intermédio da aquisição,
personalização e decoração de triplex no Condomínio Solaris no Guarujá/SP
3.3.3.1.1. Da lavagem de dinheiro por intermédio da aquisição do
triplex 164-A no Condomínio Solaris no Guarujá/SP
3.3.3.1.1. Da lavagem de dinheiro por intermédio da aquisição do
triplex 164-A no Condomínio Solaris no Guarujá/SP
3.3.3.1.2. Da lavagem de dinheiro por intermédio da personalização
do triplex 164-A no Condomínio Solaris no Guarujá/SP
4.3.3.1.3. Da lavagem de dinheiro por intermédio da decoração do
triplex 164-A no Condomínio Solaris no Guarujá/SP
3.3.3.1.4. Da síntese das provas de autoria dos delitos de lavagem
de dinheiro por intermédio da aquisição, personalização e decoração do triplex
164-A no Condomínio Solaris no Guarujá/SP
4.3.3.2. Da lavagem de capitais mediante o pagamento, com
proveito dos crimes antecedentes, do armazenamento de bens do acervo
documental privado do ex-Presidente LULA

4. DOSIMETRIA DA PENA
4.1. Circunstâncias judiciais enumeradas no artigo 59 do Código
Penal: fixação da pena base
4.2. Agravantes e atenuantes
4.3. Causas especiais de aumento da pena
4.4. Pena final
4.5. Disposições especiais
4.6. Considerações finais da dosimetria

5. REQUERIMENTOS FINAIS
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