Campanha de Dilma recebeu R$ 90 milhões como propinas da Odebrecht

O presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso pela Lava Jato há um ano e meio, prestou ontem depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente ao processo movido pelo PSDB que pede a cassação da chapa PT-PMDB, vitoriosa nas eleições presidenciais de 2014.

Segundo Marcelo Odebrecht, foram doados R$ 150 milhões não declarados à campanha de Dilma em 2014. Desses, 4/5 foram pagamentos de propinas por acordos firmados com Lula e o PT anos antes. Outros R$ 50 milhões foram uma compensação pela aprovação de uma medida provisória de Lula feita em 2009 diretamente para beneficiar a construtora. Além disso, ele declarou que Dilma sabia da propina e que o pagamento foi feito no exterior para João Santana, marqueteiro do PT que também está preso preventivamente pela Lava Jato.

Se o país fosse um país sério e seguisse suas leis, o depoimento seria bastante para cassar o registro do PT, por ter recebido dinheiro no exterior, e também a candidatura de Dilma em 2014, o que resultaria no afastamento de Michel Temer.

Mas como as coisas aqui são do jeito que são, o mais provável é que o TSE, comandado por Gilmar Mendes, prolongue este processo indefinidamente até que Michel Temer termine seu mandato, o que então justificaria o fim do processo.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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