Caiado entra com ação contra Dilma por estímulo à bandidagem

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Dilma Rousseff por usar o Palácio do Planalto como palanque de eventos contrários ao impeachment.

“O Palácio do Planalto se transformou num verdadeiro palco de reuniões políticas abertas aos apoiadores de Dilma. Pior: a presidente comete crime de prevaricação ao deixar que declarações como essa aconteçam em eventos oficiais do governo. Que o PT endossa invasões, assassinatos e sequestros, todo mundo sabe. O que não imaginávamos é que haveria uma autorização explícita a crimes dentro do Palácio com a presença da presidente da República. Dilma está estimulando a bandidagem”, acusou.

A representação também acusa o secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, de incitação ao crime pelas declarações que fez em evento no Palácio ao lado de Dilma – ameaçou invadir fazendas e prédios públicos. Vejam trecho da nota publicada no site oficial do senador e presidenciável:

“Impossível não concluir que a Presidente Dilma Rousseff, com apoio de ministros e assessores mais próximos, vem lançando mão da estrutura pública da Presidência da República, especialmente o Palácio do Planalto e a imprensa oficial, para obter vantagens indevidas. Além disso, sabe-se que Dilma Rousseff, nos eventos aqui mencionados, abriu as portas do Palácio do Planalto apenas para os seus apoiadores, em total afronta ao caráter democrático das cerimônias oficias”, diz o documento.

O democrata cita o Artigo 37 da Constituição, que fala que a publicidade de atos públicos não pode ser direcionada à promoção pessoal; e a Lei nº 8.492/92, que fala em atos de improbidade administrativa. “Não há dúvidas que Dilma e seus ministros lançaram mão de uma estrutura custeada pelos cofres públicos com o único objetivo de favorecer a defesa da presidente no processo de impeachment. Causaram lesão ao Erário e violaram diversos princípios da administração pública”, concluiu.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

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