Ameaças islâmicas e esquerdistas fazem Ayaan Hirsi Ali, escritora somali, desistir de viagem à Austrália

Ayaan Hirsi Ali é uma escritora nascida na Somália que, em 1992, obteve asilo político na Holanda. Em 2003 ela foi eleita para o parlamento do país. Em 2004 escreveu o curta Submission, onde é mostrada a violência contra as mulheres cometidas em países que vivem sob a Sharia.

Após ter vivenciado os horrores do islamismo – ela sofreu mutilação genital quando criança –  e estudar o assunto, Hirsi Ali tem se dedicado a criticar a violência do que ela chama de movimento político islâmico em artigos e palestras. Por conta disso, vive hoje nos EUA monitorada por uma equipe de seguranças para evitar que seja vítima de radicais. Além dos radicais muçulmanos, Hirsi Ali é também perseguida por grupos feministas e de esquerda.

Nesta segunda, Hirsi Ali iria participar de um programa da TV australiana como parte de sua turnê de palestras chamada “Hero of Heresy” (Heroína da Heresia), mas teve de desistir após o grande número de ameaças que recebeu. O comunicado foi divulgado pela Think Inc, uma das patrocinadoras do evento e pode ser lido aqui. Mais de duas mil entradas já haviam sido vendidas para suas palestras pela Austrália e Nova Zelândia.

ASSASSINATO

O diretor do filme Submission, Theo Van Gogh, foi assassinado em público por um fanático muçulmano de origem marroquina residente na Holanda. Mohammed Bouyeri deu um tiro em Van Gogh, depois cortou sua garganta e fixou com um punhal um bilhete em seu corpo. O bilhete deixava claro que o assassinato fora cometido pelo que o terrorista chamou de “ataques ao islã” contidos no filme. Bouyeri foi condenado a prisão perpétua (leiam mais aqui).

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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