Ajuste pra quem? Parte 9: Estatais federais abrigam 233 mil funções gratificadas

O levantamento foi feito pelo Ministério do Planejamento, a pedido do jornal O Estado de São Paulo,  em virtude da aprovação da nova Lei das Estatais.

‘(ESTADÃO) Empresas federais têm quase 2 mil postos considerados os mais cobiçados pelas indicações políticas; Planalto quer preservar padrinhos no caso de substituições

Alvo da nova Lei de Responsabilidade das Estatais, sancionada na semana passada, as empresas federais têm 1.806 cargos de chefias e postos de assessoramento ocupados por livre provimento – ou seja, pessoas que não precisam ser concursadas e podem estar lá por indicação. As dez estatais com mais funcionários englobam 115 pessoas nessa situação. Esses cargos são considerados o “filé” das indicações políticas nas estatais.

No total, as empresas federais abrigam 223.171 funções gratificadas, sendo 211.800 nas dez maiores companhias, de acordo com levantamento feito pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão a pedido do Estado por meio da Lei de Acesso à Informação.

O levantamento não indica quantas e quais vagas foram ocupadas para atender a partidos e políticos. Por outro lado, nada garante que os apadrinhamentos fiquem limitados a esses postos. As investigações da Lava Jato, por exemplo, demonstraram que funcionários de carreira também podem ser objeto de indicação.”

estatais

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Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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2 comentários para “Ajuste pra quem? Parte 9: Estatais federais abrigam 233 mil funções gratificadas

  1. José

    Cuidado com generalizações. No BB, por exemplo, qualquer promoção recebida é considerada uma função gratificada. Ou seja, o número deve estar inflado. É claro que há muita ingerência, mas esta sempre recai sobre os altos cargos. Os demais mendigam e pagam o preço da corrupção também, assim como 95% dos brasileiros.

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