Alice Salles

@alicesalles

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Direito ao Porte de Armas? Claro que Sim

Estou cansada de argumentos cafajestes, retrógrados e estadistas proferidos por gente que não gosta de liberdade quando o assunto é porte de arma. Arma é um objeto inanimado, entenderam? Fim de papo.

girl gunO Brasil não viveu qualquer coisa parecida com um governo liberal em nenhuma etapa de seu desenvolvimento. Em nenhum momento da história, a República Federativa do Brasil manteve um sistema governamental que dissolvesse qualquer ligação entre Estado e a vida privada do indivíduo, logo é fácil entender a razão por detrás do medo que o Brasileiro tem em confiar em outro Brasileiro.

Armas, como o gibi da turma da Mônica que você lia quando moleque ou o jornal que você comprou hoje pela manhã são apenas objetos. Propriedades. Coisas.

Os sapatos que calçam seus pés possuem finalidades essenciais para a sua pessoa: eles protegem seus pés dos cacos de vidro das calçadas imundas e do asfalto quente. Eles também combinam com as demais peças que você está vestindo.

A arma na cintura de um cidadão não fardado também tem uma finalidade importantíssima para ele: avisar  para os demais que se alguém tentar fazer-lhe qualquer mal, ele saberá se defender.

Em países onde cidadãos comuns são liberados para carregarem armas legalmente, ferimentos e mortes causadas por armas de fogo são menos comuns. Não estou emitindo uma opinião, estou declamando um fato.

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Clique na imagem para ler o artigo da Forbes sobre armas e crimes

O debate moral envolta da posse de armas de fogo é de fato tocante e pode até parecer como o fruto de uma mente bem-intencionada para a grande maioria da população que não tem muito tempo pra digerir o que ouve. A verdade é que boas intenções não importam. Por definição, liberdade dá ao homem o direito à propriedade. Propriedade essa que diz respeito ao homem em si e aos bens que ele possui. Bens esses que respondem aos seus desejos e necessidades. Enquanto o cidadão não está machucando, invadindo ou depredando a propriedade alheia, nada nesse mundo pode ou deve impedi-lo de exercer seu único direito como humano na terra.

Independentemente do quão ofendido você se sente porque alguém possui uma arma.

Eu por exemplo acho sandálias Havaianas umas aberrações da natureza. Elas me ofendem! Nem por isso faço pressão para o governo banir tamanhos trastes da vida do Brasileiro comum. Contanto que você não me estapeie com esses objetos de borracha, eu não chamo a polícia.

A arma de fogo, tal qual um taco de baseball ou uma vassoura, é um objeto que só possui qualquer finalidade após a mesma ser definida pelo seu dono.

No momento que o cidadão comum perde a liberdade de ter o que quer e deve ter por natureza e/ou necessidade, ele perde sua qualidade de indivíduo. A partir do momento que apenas um oficial fardado pode carregar uma arma de fogo, o indivíduo passa a ser súdito e perde sua qualidade de indivíduo soberano.

Em outras palavras: a partir do momento que o estado decreta o fim de liberdades individuais e o fim de direitos de propriedade, o indivíduo deixa de exercer seu papel em uma sociedade livre.

Um País Livre Não Criminaliza O Uso De Drogas – E Outras Histórias

Economia, Uma Ciência Empírica

Economistas modernos tendem a basear suas estratégias em experimentos empíricos e pesquisas extensivas.

Suas avaliações são geralmente baseadas em observações; seus instrumentos são a paciência e a lógica. Economistas sinceros entendem que o maior desafio de uma administração governamental é como seus jogadores-chave tendem a resolver conflitos. Enquanto trabalham como conselheiros dentro de agencias governamentais, economistas também aprendem a observar como políticas tendem a configurar o estado econômico do país.

Como todos nós, economistas aprendem se estiverem dispostos a prestarem atenção.

Atualmente, profissionais da área econômica tendem a ver a proibição do uso de drogas como um fator que aumenta a dívida nacional enquanto promove o “welfare state”, já que mais pessoas estão na cadeia por crimes não violentos relacionados ao uso de drogas do que qualquer outro crime, vivendo a vida de sonho do comunista sincero.

 George P. Schultz, o Conservador a Favor da Legalização

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Schultz & Nancy Reagan

George P. Schultz é um economista que foi uma das figuras mais importantes da administração de Ronald Reagan. Durante um pouco mais de seis anos, Schultz serviu como secretário de Estado e durante seu termo, ele teve a oportunidade de observar a expansão de políticas restritivas quanto ao uso das drogas.

Ele também teve a oportunidade de observar como a guerra contra as drogas foi um dos fatores que elevou a dívida nacional. Depois de servir seu termo e observar as consequências de uma abordagem intolerante ao uso recreativo das drogas, Schultz se juntou ao grupo “Global Commission on Drug Policy” e advogou pelo término da política brutal contra as drogas nos Estados Unidos.

 Seguidores do Determinismo Alemão e Socialismo: os Pais do Proibicionismo Moderno

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“I ain’t the kind that takes his whiskey with a touch of determinism, if ya’ know what I mean!”

Historicamente, economistas também tiveram um grande papel no desenvolvimento de leis relacionadas a proibição. A era do proibicionismo nos Estados Unidos começou com estudiosos da “German Historical School”. A Associação Economica Americana foi fundada em 1885 por economistas que foram os primeiros a estabelecer uma ligação entre o uso de drogas e o aumento do intervencionismo governamental. Esses economistas da era progressista eram defensores da filosofia romântica Alemã conhecida como determinismo Hegeliano, que tinha como princípio básico a ideia de que leis deveriam ser usadas para reformar a sociedade. A Associação Econômica Americana foi fundada nos moldes de associações acadêmicas Alemãs ligadas ao Estado Alemão. A fundação carregava originalmente uma declaração de princípios socialistas, mas foi logo abandonada assim que os fundadores notaram que o termo causava repulsa.

Na época, economistas orientados para o mercado atacavam a AEA por sua tendência socialista e suas visões econômicas tendenciosas. Profissionais do ramo não viam com bons olhos uma fundação estabelecida por um grupo de estudiosos de modelos políticos basicamente opostos ao que estruturava o país na época.

A Associação Econômica Americana e um dos seus fundadores mais eloquentes, Simon N. Patten acreditavam que a proibição do álcool na América era exatamente o que o país precisava. Ele argumentava que a proibição era algo necessário para a sobrevivência da espécie.

Patten foi um dos muitos economistas da época que influenciou Woodrow Wilson, Theodore Roosevelt e Herbert Hoover, todos presidentes que admiravam o uso do governo como agente de mudança social, um conceito adorável no papel porém impraticável em um país livre.

Qualquer proibicionismo parte do princípio que um governo “babá” sabe o que é melhor para mim e que eu não posso, nem devo ser o único responsável pelo o que faço. O grande erro dos deterministas é imaginar que todos os indivíduos podem ser categorizados e lidados como peças iguais em um tabuleiro. A experiência mostra que indivíduos são únicos e que sociedades só prosperam quando seus participantes são livres.

Criminalização das Drogas: Conceito Romântico

O debate relacionado à legalização das drogas não deve ser abordado por quem tende a julgar políticas emotivamente. Seria romântico imaginar que a proibição acaba inibindo o interesse, mas o que a experiência e a história provam é o oposto. A proibição leva ao consumo desenfreado de produtos que, por serem produzidos e disponibilizados no mercado negro, são de qualidade ruim. A intolerância leva ao encarceramento compulsivo de indivíduos que passam anos na cadeia por participarem de um mercado negro criado pela proibição governamental. Minorias são as mais afetadas.

Um em cada 99 adultos nos Estados Unidos está na cadeia por crimes não-violentos relacionados ao uso de drogas. O país gasta mais de US$51.000.000.000 travando a guerra contra às drogas anualmente e ignoram que $46.7 bilhões poderiam ser gerados com tarifas coletadas também anualmente se drogas fossem classificadas como o álcool ou o tabaco.

A História nos ensina que qualquer tipo de proibição relacionada a preferencias pessoais e escolhas morais partem daqueles que acreditam em um governo amplo que só pode existir em um estado de eterna dívida.

Existem muitas soluções para o problema, mas poucos políticos atuantes dispostos a aceitar que fatos falam por si: o resultado da guerra contra as drogas não é animador no âmbito econômico e muito menos no âmbito social. ~

Liberdades Civis, Responsabilidade Fiscal e… Hollywood

Quando o assunto é Estados Unidos e política, é quase impossível desvencilhar o culto à celebridade tão difundido na cultura Americana daqueles que interpretam papeis importantes na vida política do país. Política e Hollywood sempre dividiram os holofotes – e a intimidade.

Por definição, indivíduos conservadores tendem a ser mais cautelosos ao dividirem suas visões políticas com a imprensa. Clint Eastwood fez desse argumento um ponto importante durante a campanha Republicana em 2012 ao mostrar seu apoio ao candidato Mitt Romney. Em muitos casos, celebridades mostram sua posição conservadora mas preferem não apoiar candidatos Republicanos por conta da grande lacuna entre o discurso de candidatos atuais e princípios básicos que hoje são somente mantidos em discursos de “ovelhas negras” dentro da GOP, os libertários.

Angelina Jolie por exemplo, nunca usou nenhuma influência para apoiar um candidato específico, mas sempre deixou claro que não votaria para o candidato democrata Barack Obama. Segundo fontes, Jolie acreditava que Obama era um “socialista disfarçado”. A atriz de Tomb Raider sempre admitiu ser uma grande fã de Ayn Rand e sua mensagem objetivista e individualista. 

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Angelina Jolie

O roqueiro Californiano Billie Joe Armstrong também é “reacionário”, você não sabia? Ele é registrado como libertário no estado da California. Joel mencionou em 2005 que o punk rock para ele era sobre “fazer as coisas da nossa maneira e celebrar nossa liberdade e nosso senso de individualismo”.

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Billie Joe Armstrong

Kurt Russell disse em uma entrevista em 2004 que muitos em Hollywood não gostam de trabalhar com ele. A razão do desprezo? Sua visão política. Sim, ele é conservador e libertário.

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Kurt Russell & Kate Hudson

Muitas estrelas de ação como Dwayne “The Rock” Johnson, Chuck Norris e Bruce Willis são Republicanos. O comediante Adam Sandler é abertamente Republicano e o roqueiro Alice Cooper também é!

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Alice Cooper, Adam Sandler & Bruce Willis

Sarah Michelle Gellar, conhecida por Buffy, a caçadora de vampiros também é Republicana. Hilary Duff também. Heather Locklear e Kelsey Grammar também fazem parte do coro reaça. Até o rapper 50 Cent e a Texana Jessica Simpson são Republicanos. Aliás, a Cubana Gloria Estefan também!

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Hilary Duff, Jessica Simpson & Sarah Michelle Gellar

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50 Cent & Gloria Estefan

Durante a campanha de 2012, Stacey Dash foi duramente criticada por apoiar a chapa Romney, Ryan. A atriz de Patricinhas de Beverly Hills respondeu com uma carta aberta demonstrando que como a grande maioria dos Americanos, estava frustrada com a economia de Obama e que sua reeleição seria uma das piores coisas que poderiam acontecer para o país.

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Stacey Dash

Essas são apenas algumas das celebridades que defendem os princípios básicos da direita nos Estados Unidos. O que aprendemos com essa lista de celebridades “reaças”? Que quando o assunto é responsabilidade fiscal e liberdades civis, nem todas as celebridades são “clueless”.

Ted Cruz, O Filho de Imigrante Cubano da Nova “Direita”

Terceira e última parte da série de artigos sobre os novos nomes da política Americana. Para ler a primeira parte clique aqui, para ler a segunda parte, clique aqui.

“Ele é como um garoto mandão no pátio da escola”, diz o Senador democrata Harry Reid quando responde perguntas a respeito do Senador Ted Cruz. Quando indagado a respeito da afirmação do colega, Cruz responde: “engraçado, não percebi que estávamos no pátio de alguma escola!”

O senador do Texas que tomou o posto em Janeiro de 2013 chamou atenção da imprensa e do “twitterverse” ao ser o único senador ao lado do colega Rand Paul durante as treze horas de obstrução da indicação de John Brenner para diretor da Agência Central de Inteligência. Paul decidiu optar pelo “filibuster” por conta da política externa anticonstitucional de Obama: ele temia que o executivo estivesse buscando obter uma jurisdição mais abrangente, portanto inconstitucional. Para saber mais dessa história, clique aqui.

Ted Cruz chamou a atenção da mídia e de Americanos das mais variadas ideologias políticas ao defender a posição de meia dúzia de senadores que se opuseram ao projeto de lei que faria a segunda emenda da constituição Americana obsoleta. Em um debate sóbrio e elucidativo, Ted Cruz deixou a senadora da California Dianne Feinstein sem saber o que responder quando ele mostrou que, como livros de autores com opiniões diferentes das nossas não devem ser queimados porque a primeira emenda protege nosso direito à liberdade de expressão, nosso direito de portar armas também não pode ser violado porque a segunda emenda nos protege e mantém o poder do governo sobre os nossos pertences limitado.

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O senador “junior” do Texas é filho de um imigrante Cubano que, ao chegar nos Estados Unidos trabalhou como lavador de pratos por cinquenta centavos por hora. O pai de Ted, Rafael Cruz, é um ardente defensor dos ideais clássicos do partido republicano: governo pequeno, liberdade econômica e responsabilidade pessoal.

Ted Cruz nasceu no Canadá mas cresceu nos Estados Unidos, onde fez faculdade de direito em Princeton. Hoje, é representante do Texas no senado e junto de Rand Paul e Mike Lee, é um dos candidatos que só conseguiram o apoio que precisavam com a ajuda do movimento libertário dentro do partido Republicano.

Nas últimas semanas, inúmeras publicações vêm especulando se Cruz estaria pensando em concorrer como presidente na chapa republicana em 2016, mas a resposta do senador é sempre negativa. Muitos acham que com seu posicionamento conservador, Cruz seria um candidato popular entre o establishment da GOP, porém muitos temem que sua ligação com o movimento do tea party prejudique qualquer chance de vitória em 2016.

Enquanto a influência do movimento libertário dentro do partido pode parecer pequena, seus principais representantes são geralmente louvados pela dedicação ao princípio básico do partido: o combate ao inchaço do governo.  O que muitos eleitores independentes e republicanos parecem ter começado a perceber é que talvez o que parecia ser uma ideologia defasada e impraticável é o que pode salvar não só o partido como também o país.

Abraham Lincoln, Conservadores e Justin Amash

Esta é a segunda parte de um artigo longo sobre os novos nomes da política Americana. 

“Senhores membros do comitê, quero deixar registrado que hoje estou usando uma camisa feita de cânhamo que tive que comprar no Canadá,” Rand Paul comenta diante do comitê designado para analisar uma proposta que faria da plantação de cânhamo no estado de Kentucky uma atividade legal, “precisei comprar esse produto fora do país porque a produção da planta é ilegal nos Estados Unidos.”

Um dos representantes de Kentucky na Câmara dos Deputados em Washington, o Republicano e libertário Thomas Massie, foi o criador da proposta. Com muito carinho pelo seu estado e causa, Rand Paul compareceu para mostrar que Republicanos com princípios não fazem parte de uma raça extinta.

Thomas Massie tem chamado a atenção de constituintes fora de Kentucky, mas quem mais tem chamado a atenção geral da nação é seu colega mais próximo na Câmara: Justin Amash.

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Como Obama, Amash é filho de imigrantes. Seu pai fez a vida como caixeiro-viajante depois de sair da Palestina e parar em Michigan. Sua mãe, também imigrante, é de família Grega. Nasceu e viveu boa parte da sua vida na Síria. A família criou raízes em Grand Rapids, Michigan, onde o pai de Justin abriu o seu negócio de vendas de ferramentas. Todos os Amash são católicos.

Justin cursou direito, casou e teve filhos.

Enquanto Obama estava em campanha no ano de 2008, Justin assumia a posição de representante do 72o distrito de Michigan. Ele derrotou seu oponente com 63% dos votos locais. Ele tinha 28 anos de idade.

Como deputado, Amash tem ganhado muita atenção por ser duro com lobistas e por se opor a qualquer tipo de proposta de lei que possa ir contra a Constituição. Ele também é odiado por grande parte dos representantes Republicanos e Democratas por apresentar emendas e propostas que de fato equilibram o orçamento do país. O establishment não gosta do Amash porque ele é jovem, consistente e conta com um apoio popular que os membros da velha-guarda Republicana não conhecem. O poder do establishment é mantido com a ajuda financeira que eles recebem de lobistas, comportamento esse que é bem difundido entre membros dos dois partidos. O poder que Amash tem é mantido pelo seu carisma, contato constante com seus constituintes por Twitter e Facebook e constante dedicação aos princípios que Rand Paul e ala mais conservadora do partido Republicano (sim, eu disse conservadora) também abraçam.

Já mencionei que ele é o primeiro membro do congresso na história e no mundo que explica seus votos todos via Facebook pessoalmente?

Voltando ao comentário que fiz a respeito da ala conservadora do partido Republicano: quando os Estados Unidos ainda engatinhavam na cena política mundial, o jovem Abraham Lincoln debatia a respeito da importância da aplicação de “tarifas protecionistas”, o que nós hoje chamamos de subsídio. Lincoln era nada mais nada menos do que um carismático membro do partido Whig. Os Whig tinham uma grande afinidade com ideias absolutamente antirrepublicanas para a época: defendiam a criação do banco central e de um governo financeiramente lucrativo. Lucrativo? Como isso seria possível? Tarifas, tarifas, tarifas e guerras!

Logo, membros do partido Whig perceberam que seus objetivos seriam apenas alcançados quando eles entrassem em acordos com Americanos endinheirados. Banqueiros, donos de jornais, médicos, advogados, etc, tinham todos muita afinidade com o partido Whig. Americanos pobres, da classe trabalhadora e pequeno-burguesa no entanto,  sofriam dores tremendas ao ouvir o termo “Whig”.

Republicanos, por sua vez, eram os candidatos e políticos que tinham um apelo especial com membros da população mais simples por defender um governo descentralizado, liberdades civis e livre comércio.

Muitos dos políticos da ala Whig acabaram se unindo aos Democratas mais tarde. Lincoln se apegou aos Republicanos porque precisava da delegação de Pennsylvania, que na época era a mais influente do país.

A ala conservadora Republicana quase foi asfixiada enquanto o establishment Republicano vive uma época de alucinação ao abraçar princípios Whig e dar as costas aos princípios básicos do seu próprio partido.

Políticos como Rand Paul, Thomas Massie e Justin Amash entendem a diferença entre o que o partido de fato representa e o que o establishment defende e não perdem nenhuma oportunidade de deixar isso bem claro. Eles também deixam claro que um movimento particularmente libertário nada mais é do que o que o número excedente de Republicanos também querem.

De acordo com uma pesquisa promovida pelo Instituto Cato que envolveu vários órgãos de pesquisa independentes, pelo menos 14 por cento da população Americana se identifica com princípios libertários enquanto exatos 50 por cento do eleitorado se descreve como “fiscalmente conservadores”, um dos princípios que Republicanos e libertários têm em comum.

Justin Amash, um deputado que gastou US$200 mil com sua própria campanha e ainda não viu esse dinheiro de volta (basicamente porque rejeita doação de firmas de lobistas), tem sido testado pelo seu eleitorado desde 2008. Seu posicionamento movido basicamente por princípios e seu conhecimento da lei são vistos por qualquer analista razoável como indicadores positivos. 

Quem será que os Americanos cansados da falta de prestação de contas e políticas de “big government” do partido Democrata vão querer no poder em 2016? Será que a ala libertária e a ala fiscalmente conservadora do partido Republicano terão as respostas para os seus problemas?

Políticos são pagos para serem equilibrados e capazes de analisar qualquer proposta friamente com apenas consequências em mente. Legisladores coerentes não cedem à pressão de um punhado de esquerdistas espalhafatosos. Legisladores em uma República servem apenas a um objetivo: trabalhar incessantemente para que a nação nunca venha a ser refém de um governo com muitas responsabilidades em mãos. Afinal, apenas em uma sociedade livre o indivíduo desfruta dos prazeres e das dores ligadas à responsabilidade que a liberdade proporciona. 

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